quarta-feira, 28 de outubro de 2015

PROGRAMAS ESPECIAIS EM FOCO

A Diretoria de Programas Especiais da DRE/SM tem participado da reformulação da Coordenadoria de Programas Especiais e CEUS da SME para diálogos pautados da educação integral e integradora em seus projetos e programas. Nossa tarefa é participar da reconstrução do conceito CEUS e a retomada do seu projeto político pedagógico, como polo irradiador de educação Integral. Nesta perspectiva, a Diretoria de Programas Especiais tem sido um dos pilares da Educação Integral, superando o caráter de eventos e de ações desarticuladas, buscando uma integração sistemática com DOT P para fortalecer as ações  que visam a qualidade.
No primeiro semestre de 2015 concretizamos várias ações, dentre elas, destacamos:


Recreação Infantil: Durante o mês de Abril, a DRE São Mateus em parceria com     o SESC Itaquera, promoveu o Festival de Recreação Infantil, que beneficiou 38 unidades educacionais e mais de 1500 alunos das EMEFs e EMEIs. Neste evento as crianças tiveram o prazer de visitar a Exposição Amazônia Mundi, curtir a expedição lúdica nos parques e participar das vivências ambientais. Para coroar esse momento, as crianças receberam uma medalha de recordação. Transporte: No primeiro semestre atendemos 13.550 crianças, adolescentes e adultos com transporte possibilitando o acesso à cultura, para além dos muros da escola.
Educação Integral: os esforços empregados no ano de 2014 possibilitaram a ampliação das unidades educacionais no Programa Mais Educação (MEC), que possibilita um repasse direto de recursos para a APM da escola, visando o desenvolvimento de atividades norteadas pelo conceito de uma Educação Integral. Ao todo, temos 36 unidades de ensino fundamental inseridas no mesmo, e este ano, o grande desafio está sendo garantir a qualidade do programa e a transformação social de crianças e adolescentes que se apresentam num grau de vulnerabilidade ainda acentuado.
Rede de Proteção Social: Estreitamos ainda mais o diálogo com os diversos serviços públicos e sociais que abrangem os nossos alunos. A ideia é fortalecer essas parcerias para que seja garantido o atendimento integral ao indivíduo, considerando que muitas situações fogem do âmbito escolar. Entre as principais ações desenvolvidas este ano, destacamos: Visão do Futuro, Programa #Tamojunto, Jogo Elos, Mapa Falante, Seminário Medidas Socioeducativas, Seminário Uma Paz e Ações em Rede (EMEF Felício Pagliuso, CIEJA Sapopemba, EMEF Vinícius de Moraes, EMEF Brasílio Machado Neto, entre outros).
Gestão Democrática: Foi instituído no município de São Paulo o Conselho de Representantes dos Conselhos de Escola – CRECE. O CRECE é um colegiado que tem como fim o fortalecimento do Conselho de Escola e a ampliação do processo democrático nas unidades educacionais e CEUs nas diferentes instâncias decisórias, visando uma melhor qualidade da educação. A DRE-SM tem tido participação efetiva nesse processo, ajudando na elaboração da minuta que regulamenta a lei e planejando formações acerca desta iniciativa. A DRE São Mateus tem estimulado a participação dos diversos atores nas ações educativas das escolas, como o 1º Encontro de Gestão Democrática e o Dia Nacional do Estudante.
Texto: Equipe Programas Especiais / Foto: Fábio Alves dos Santos Pereira DRE-SM

O PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E AS CONFUSÕES EM TORNO DO GÊNERO

A palavra gênero tem origem inglesa (gender) e foi utilizada inicialmente pelas feministas americanas para “rejeitar o determinismo biológico implícito no uso do termo sexo ou diferença sexual. O termo gênero enfatizava igualmente o aspecto relacional das definições normativas da feminilidade” (SCOTT, 1995: 75). Na década de 1980 a historiadora Joan Scott foi uma das primeiras a defender o uso do termo como “uma categoria útil de análise histórica”.
Os novos movimentos sociais que insurgiram a partir da década de 1960  (feminismo, direitos civis, movimento hippie, movimento estudantil, movimento pacifista, etc.) trouxeram para cena política novos atores sociais, até então invisibilizados pela historiografia oficial. As mulheres e o seu fazer social foram historicamente um dos sujeitos que mais sofreram com as práticas historiográficas tradicionais que privilegiaram as grandes narrativas e os grandes heróis.
O ano de 1975 foi considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional da Mulher e durante a década de 1970 outros organismos internacionais como a UNICEF levantaram bandeiras de redução da pobreza e da mortalidade infantil nos países empobrecidos. Diante deste objetivo, governos e movimentos sociais desenvolveram estratégias de atendimento às mulheres e crianças principais vítimas das injustiças sociais. No Brasil a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) através das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e das ações pastorais, principalmente a pastoral da criança e os clubes de mães que espalharam-se pela periferia do Brasil, priorizou o atendimento à mulher e à infância como forma de redução da pobreza e da mortalidade infantil.
Podemos dizer que tais estratégias tinham a perspectiva do gênero porque protegendo mulheres e crianças, estavam protegendo a família. A partir da Constituição de 1988 as temáticas de gênero e sexualidade foram fortalecidas no cenário nacional diante dos movimentos sociais e da produção acadêmica. O governo de Fernando Henrique Cardoso frente as pressões nacionais e internacionais “aderiu uma agenda de gênero e sexualidade destinada a eliminar a discriminação contra a mulher, juntamente com as Metas do Milênio e da Conferência de Dakar. Em 2000, o Brasil foi um dos 155 signatários da Declaração de Jomtien, elaborada na Conferência Mundial de Educação para Todos (Tailândia) e ratificada na Cúpula Mundial de Educação para Todos, em Dakar (Senegal).
A terceira meta do Projeto Metas do Milênio refere-se à promoção da igualdade de gênero e ao empoderamento das mulheres, prevista como medida necessária  para a melhoria das condições de vida, pela ONU.” (Revista Educação e Sociedade: 2011: 526-527). Este ano vários municípios do Brasil têm elaborado os seus Planos Municipais de Educação cujo objetivo é planejar a educação pelos próximos
dez anos, mas o foco das discussões está longe das questões de financiamento da educação pública. Os meios de comunicação têm dado grande visibilidade a chamada “ideologia de gênero”, termo que tem causado grande confusão, primeiro porque o termo não existe enquanto conceito, ou seja, não tem significado algum; segundo porque esta confusão conceitual favorece a disputa política e ideológica que tem se travado em torno do Plano Municipal de Educação. Alguns grupos mal intencionados têm espalhado que o termo “gênero” é uma invenção de grupos interessados em destruir a família e a infância brasileira.
Tais afirmações têm impedido um debate franco e esclarecedor em torno da importância do Plano Municipal de Educação e em torno do próprio conceito de gênero e dos desafios que a escola pública necessita enfrentar para adequar sua prática pedagógica às necessidades contemporâneas.
Texto/Foto: Maria Efigênia Ribeiro Pereira DOT-P DRE-SM

CIRCUITO CULTURAL COM PROFESSORES TRAZ A POÉTICA DA TRANSFORMAÇÃO EM SALA DE AULA

O curso criado pela Diretoria de Orientação Técnico-Pedagógica (DOT- P), da Diretoria Regional (DRE) de São Mateus, intitulado como Circuito Cultural, tem como principal objetivo apresentar espaços culturais e educacionais aos professores da rede municipal, oportunizando a estes, novos olhares sobre a cidade de São Paulo, num movimento de diálogo e encantamento para/com a sala de aula.
  Nesta provocativa formação, a DRE de São Mateus, está contando com várias parcerias, como a Pinacoteca do Estado, Memorial da Resistência, Museu de Arte Moderna, Teatro Municipal, Museu Lasar Segall, SESCs, etc, oferecendo aos participantes visitações monitoradas com especialistas no assunto, potencializando assim as possibilidades de se redimensionar práticas de sala de aula num desafio cotidiano de transformação aos velhos jeitos de se fazer pedagogia.
Devido ao grande número de inscritos na primeira edição (800 inscrições), os futuros encontros acontecerão durante os meses de agosto a novembro, aos sábados, divididos em 3 grupos de 50 pessoas , num total de 150, vagas obedecendo a ordem da primeira inscrição.

Texto: Silvana Regina Brandão / Foto: Sueli de Melo Lima DOT-P DRE-SM

terça-feira, 20 de outubro de 2015

CONHECENDO A CULTURA POPULAR DAS REGIÕES

Aconteceu na EMEI Dona Maria de Lourdes Coutinho Torres, a apresentação do Infantil II - 6C - 6D - 6F das professoras Alexsandra Medeiros de Oliveira, Lindalva Isabel da Silva Borges e Sirlene Socorro da Dalto de Souza. 
A festa celebrou a Cultura Popular, com o intuito de propagar um pouco da cultura da Região Sul, e sua típica dança do Boi de Mamão. Este projeto, visa o conhecimento das regiões brasileiras e está sendo realizado por toda Unida- de Escolar.

Texto/Foto: Profª Cíntia Aparecida da Dalto de Souza

GRAFITE INTEGRA ESCOLA E COMUNIDADE

Ao invés de pintar tradicionalmente a EMEF Rodrigues de Carvalho optou por grafitar a unidade, a fim de aproximar escola e comunidade, melhorando de uma maneira diferente a aparência da escola. Para inteirar os alunos sobre o assunto, Fernando Beserra conhecido como “Nandão” organizador do Projeto Arte 100 Limites e participante do Programa Fábrica de Cultura - que oferece cursos de grafite – foi até a instituição e realizou uma palestra explicando sobre os diversos tipos de grafites que existem. Em seguida os alunos criaram desenhos e os mais votados serão pintados pelos grafiteiros na brinquedoteca da escola, na próxima fase do projeto.
Houve uma seleção para a escolha dos grafiteiros, entre eles, o ex-estudante, Gabriel      Nunes, que se emocionou ao saber que fora selecionado para grafitar sua antiga escola. Na realização do projeto, muitos alunos, pais e moradores estiveram presentes acompanhando o trabalho, inclusive alguns moradores do entorno ofereceram o muro de suas casas para os artistas que não haviam sido selecionados, integrando assim escola e comunidade.

Texto: Renata Teixeira dos Santos /Foto: Cássia Fernandes DOT-P DRE-SM